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Apontamentos realmente sérios sobre "meu" desenho de sexta - especialmente sobre esta série de desenhos de sexta, que "eu estou" denominando FAROL.

RES, 24 de agosto de 2019

  1. Não tem outro jeito senão começar humildemente, reconhecendo uma insuficiência de recursos diante de algo que parece tão aleatório

  2. Discutir em detalhes, o que é isto mesmo que estou chamando de insuficiência?

  3. E colocar em termos mais precisos o que estou denominando aleatório?

  4. E também o que são recursos traduzidos imediatamente para o desenho ( investimentos poéticos feitos indiretamente no desenho ). Por exemplo a compra de uma máquina eletrônica Hasselblad? Ou a viagem para um lugar tão vasto e rico como Matão? Tão silencioso?

  5. Além, é claro, de dezenas de livros semanais sobre todos os assuntos possíveis.

  6. Além, é claro, de 3 jornais diários, somente sob o ponto de vista óptico.

  7. Manipulação: frase ingênua da psiquiatra da Maria Victoria. Que eu a manipulo. Ela realmente deveria ler A dialética do esclarecimento de Adorno, se informar mais sobre manipulação para não dizer bobagem: a rede Globo manipula mais que eu, a Johnson & Johnson, o Donald Trump, o Silvio Santos, a Reuters, a Folha de São Paulo, a Nasa. Isto para não falar do próprio sintoma e da própria Maria vitória. Eu também manipulo, mas estou no final da lista.

  8. A sugestão de uma imagem - capacidade sugestiva da imagem criada no desenho, ela acontece mais em você do que nela propriamente dita. Dentro do seu aparelho óptico. Neste sentido é um acontecimento visual, algo como um desenho impressionista com uma temática e técnica totalmente diversa.

  9. Discutir em termos lógicos palavras sem sentido algum, como: aleatório, acaso, coincidência, loucura, de repente, acidente, por acaso, sem controle, perdido.

  10. Procedimentos ditados pelo próprio desenho. Percepção do que o desenho pede, como: tamanho duplo do papel, escala do desenho, imagens da internet, fotografias de farol, fotografias de farol ampliadas e deturpadas e invertidas, o real sendo totalmente friccionado e ficcionado. Neste sentido a psiquiatra da Maria Victoria não entendeu nada de Freud! Nada do recalque.

  11. Um estado de radicalidade na vida que é fundamental para que haja este momento chamado na sessão de desenho de “virada”. Sacrifícios feitos no dia a dia que são fundamentais para o desenho, sem esses sacrifícios o desenho não existiria. O desenho já é um desenho, ou é motivado pela vida não ordinária que eu levo, aparece no desenho a transcendência de uma vida realmente transgressiva no seu cotidiano. Portanto o desenho é um depoimento de uma visão de mundo, não mais uma imagem destituída de escopo, esvaziada de uma política interna. (de novo aqui, me lembro de Adorno)

  12. Relacionar estes desenhos com a filosofia da linguagem e seu esgotamento. (Wittgenstein e Heidegger). Comentários da filosofia da mente (Richard Rorty)

  13. Ponto de virada do desenho. Parte acompanhável e parte não acompanhável. Ou parte técnica e parte transcendente. (mística). Comparar isto com a filosofia lógica e seu próprio esgotamento!

  14. Parte litúrgica do desenho? Parte do ritual do aparecimento da imagem?

  15. Um desenho que conduz a outro desenho? Que ensina sobre o próximo desenho. Aprendendo com o desenho interior, ou como disse o Theo: é certo que o desenho também autoriza uma vida excêntrica, e vice-versa.

  16. Também é certo que para você realmente visitar uma pessoa muito muito rica, ou você é muito muito rico, ou você não fez visita nenhuma! Caralho, não acredito que estou escrevendo isto aqui, como é possível dizer isto? Como é possível que isto esteja escrito de maneira tão simples, há algo aqui dito que diz algo da feitura do próprio desenho.

  17. Termos incongruentes: epistemologia própria do desenho / procedimentos que parecem ilógicos, ponto da piscina que não dá pé, laranja esmagada sobre o desenho invertido, laranjas atiradas ( descascadas ) sobre o desenho, na tinta ainda úmida. A própria construção da imagem, o aparecimento da imagem, a dimensão conseguida com a construção da imagem, ou seja, a própria fatura do desenho constrói a imagem, e não o contrário. A imagem brota de dentro do desenho e não uma impostura, ou seja, uma imagem é forçada à própria imagem. O desenho acontece realmente passando a parte dura, a parte do esforço, então nasce uma travessia até a imagem definitiva, muito leve, o desenho passa a ser muito leve e rápido, o cérebro executante e o cérebro receptivo do desenho se tornam a mesma cousa, estão absolutamente na mesma frequência. Há uma comunicação severa entre o cérebro animal do desenho e o meu cérebro.

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